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18
Mar14


nos meus olhos o amor se deitou
adormeceu com as memórias de ti
e na cama húmida de lágrimas sonhou
na noite das noites que não têm fim

noite escura onde brilham primaveras
de um ébrio amor de um luar ardente 
vindo de céus de estrelas de outras eras
onde dois corpos se amaram loucamente

e no calor da lareira onde me aqueço
queimo paixões de um desejo bem fugaz
nas labaredas de chamas no firmamento

aguardo o tão esperado silêncio de paz
nas cinzas que arrefecem diante o tempo

a reduzir a pó os poemas e quem os faz


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01
Mar14

a olhar teus olhos

por Jorge Oliveira

soubesse eu
de umas quantas palavras
para poder escrever
o que sinto...

fosse eu um tempo
interminável
em gestos e sentimento
fosses tu a invenção
do meu destino
e eu um mero ser eterno
capaz de viver outra vida...

mas há uma falência em mim
cadente de verbo
e roubada pelo tempo
que me impede de exprimir

fico então a olhar teus olhos

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22
Fev14

labirinto sem saída

por Jorge Oliveira

são os teus olhos
que me encantam com tal beleza

um negro escuro transparente
com tua alma espelhada em pureza


um jardim de flores selvagens
onde se inventaram as cores


uma vida vivida num olhar
na verdadeira face da natureza

um jardim de flores selvagens
onde se inventaram as cores

um brilho celestial pelas margens
onde escrevi este frágil poema

um cristal translúcido
que encheu a tinta da minha caneta

num despertar perfumado
a atordoar o caos da minha vida

assim és estro de um ser apaixonado
dentro de um labirinto sem saída


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22
Fev14


o silêncio sonhou as sombras de ti
nas formas da tua imagem colorida
na memória que se manteve viva
de um certo dia em que eu te vi

agora o silêncio apenas grita a tua vida
nas linhas pretas e brancas do teu perfil
esqueceu-se de ti - partiste nesse dia
apenas recorda a primavera - era abril

as cores do por do sol da lua e o mar
o silêncio nunca as consegue esquecer
(sempre serão lembradas por um olhar)

mas cala-se quando vê uma cor morrer 
não foi uma cor do expetro do arco-íris
foi a cor dos teus olhos na minha íris

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18
Fev14

este meu estado delirante

por Jorge Oliveira


fecho os olhos e esqueço que te vi
num sonho que trouxe a saudade
tal como se fosse visitar a eternidade
onde habita a tua presença em mim

ó como te tenho viva na lembrança
perpétuo amor que nas recordações ficou
imagens agora trazidas em tão ligeiro voo
por pomba branca que em minha mão amansa

traz segredos das memórias de sua viagem
a cortar o vento e a abrir a passagem
pelas quimeras dos teus desejos de amante

quem me dera estar de novo com ela
(ela era tão extraordinariamente bela)
… desculpem este meu estado delirante

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17
Fev14

viver eternamente em mim

por Jorge Oliveira

ajoelho-me perante a tua imagem
nos meus olhos eu já senti os teus
puro encanto de tão esbelta paisagem
ah! como fui eu um dia dizer-te adeus!

o que sonhei amei a dor o amor
pusesse eu os meus sonhos em sangue
para poder dar-lhes o seu devido valor
quantas vezes pensei nesse instante

os meus olhos nos teus assim choraram
e senti estranha tristeza em tanta mágoa
que meus olhos em tal pranto cegaram

hoje por saber de tudo isto morria por ti
afogava meu corpo dentro de tua alma
para poderes viver eternamente em mim

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10
Fev14

tu és apenas mulher

por Jorge Oliveira


olhos profundos
a esconder o abismo
de um negro passado
doe-me o som silencioso
dos teus gemidos

vejo-te os traços
das feridas por sarar
espaços feitos de soluços
num corpo solitário
onde se encosta a dor

estátua triste rebuscada
obra-prima admirada
por quem se cruza na praça
corpo em tanto pranto
que se expõe à venda
para servir de encanto
a quem por lá passa

jamais foste prostituta

não és como mulher adúltera
és fiel ao teu eterno dom
(com encanto e um corpo lindo)

esperas o teu sonho infindo

eu sei que não és quem és

és pura como deus te criou
tu és apenas mulher



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04
Fev14

é pelos teus olhos

por Jorge Oliveira


enterrei o meu coração
nas palparas dos teus olhos
agora sinto o vazio
por já não bater dentro de mim

mas quando te olho
eu sei que ele está ai
e fico mais feliz
mesmo que no meu peito
ele não bata em mim

mas que importa
se sinto palpitar em ti
tudo o que veio de mim

sei que não és tu
(é ele nesse lugar)

mas é pelos teus olhos

(sem tu saberes)
que ele me devolve

o seu olhar


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16
Out13

despedida

por Jorge Oliveira


não não me digas adeus
deixa-me apenas
fitar nos teus olhos
este momento
que me resta de despedida
encoberto pela tua face
e um sorriso triste

que é feito do provir?
um rasgo da última viagem
na sombra que vem
e que eu ouso permitir
antevendo a ausência
que não pode acontecer
e tudo sucede
num ser e não ser
de um ter sem te ter

doce contradição
neste instante soturno
tão breve o nosso olhar
se reteve no sol do sul
antevendo o luar noturno

leve momento que passou
nesta erma solidão


dou um passo e sigo
recolho as mãos aos bolsos
para as proteger do frio…


assim foi a despedida

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