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12
Mar14

uma estrela que sorri me olha

por Jorge Oliveira
 
plantei uma roseira
no meu jardim
para oferecer-te uma rosa de mim
mas procurei-te em vão por ai
não te encontrei não te vi

fui ao mar saber de ti
e ao mar eu prometi
que afogava o meu peito
nas ondas criadas pelo vento
em troca da tua imagem

mas o mar é amistoso
verdadeiro e grandioso
devolveu-me uma miragem
e não me quis levar com ele

fez cair a noite que é dele
acabei por regressar do mar
com as minhas lágrimas
ou seriam gotas de água salgada?

não importa o dia estava a findar
voltei ao meu jardim
levei a rosa que colhi
e plantei-a de novo por ali…

olhei o céu naquela hora
e uma estrela que sorri me olha

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09
Mar14

brilho que emana de si

por Jorge Oliveira

vou pedir ao céu para me dar
uma estrela só para mim
para que eu possa superar
a saudade que sinto de ti
contemplando o teu olhar
no brilho que emana de si

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21
Fev14

onde a irei encontrar

por Jorge Oliveira
em tão elevada leveza
sinto minha alma elevar-se
para além da natureza

um céu para tocar
ou um corpo de mulher
para poder amar

e assim vivo eu
com a minha incerteza
nesta noite de breu

eu quero sentir
o vulto de luar
ou imagem de mulher
que avisto com um véu
a encobrir seu corpo
ao léu por entre o céu
e a estrela polar

vou seguir para o norte
pelos caminhos do mar
quem sabe seja o sinal
onde a irei encontrar

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14
Fev14

a lareira da sala aquece
este frio de estar sem ti
a noite lá fora acalmou
já não ouço o vento na rua
e numa aparente calma
os meus pensamentos
são vasculhados pela tua imagem

não sei se corpo ou se alma
e neste silêncio quase quieto

que grita em mim a tua ausência
vens-me perturbar com a tua presença
como uma vândala que me rouba
tomando conta de de mim em assalto
este meu sossego agora agitado

dentro de mim ficas em imagem
e tentas o dialogo da tentação

para não levares contigo esta ilusão

tento exorcizar-te com os impulsos
vindos do bater deste meu coração
e expulsar-te através das minhas veias

pelas pontas dos dedos de minhas mãos

mas ele quase em colapso já bate fraco
sem força suficiente para te fazer sair
só me resta tentar recorrer aos meus olhos
para que no fogo da lareira
veja o teu reflexo na chama
e poder agarrá-lo com a mão
para coloca-lo a arder dentro de mim
e tentar queimar a tua imagem
que tanto inflama a minha carne
e incinera a verdade da minha alma

parte a imagem fica o reflexo
não sei qual das duas faz mais nexo
a que mais dentro de mim mexe e remexe

a que mais arde e a que mais queima

em imagem ou reflexo aqui ficaste
ainda daqui não partiste
se tens mesmo que permanecer
agitando memórias e recordações
deixa-me ao menos uma vez mais

olhar teus olhos e deixar-te uma rosa
para que me traga de novo o meu sonho
de seres a minha estrela em dia de namorados


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