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21
Fev14

onde a irei encontrar

por Jorge Oliveira
em tão elevada leveza
sinto minha alma elevar-se
para além da natureza

um céu para tocar
ou um corpo de mulher
para poder amar

e assim vivo eu
com a minha incerteza
nesta noite de breu

eu quero sentir
o vulto de luar
ou imagem de mulher
que avisto com um véu
a encobrir seu corpo
ao léu por entre o céu
e a estrela polar

vou seguir para o norte
pelos caminhos do mar
quem sabe seja o sinal
onde a irei encontrar

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11
Jan14


escravo fiquei do teu amor
escondo o meu peito
para não poderes ver
as cicatrizes da minha alma
marcadas pela rebeldia do meu corpo
quero afastar-me de ti
para não me condenar a amar-te

mas não consigo lutar contra a força
desse teu poder que me domina
com armas que me fazem ferida

os teus lábios ardentes 
chicoteiam a carne
o teu olhar penetra como uma flecha
vinda da besta dos teus ousados seios


teu sexo masmorra funda onde me prendes
prisioneiro faminto rendido na solitária
onde me torturas a olhar tuas nádegas

ata-me ao pelourinho do teu corpo
e nu abandona-me à luz do dia
para à noite gozar carícias divinas
vindo do sonho da luz do luar

sei que um dia deixarei de sofrer
quando ficar livre de ti
quero apenas pedir-te então


deixa-me morrer em teus braços 


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19
Jan13

almas e corpos em orgia

por Jorge Oliveira


retirei a capa dos meus sonhos
a andar por ai nas noites escuras
e em golpe rápido cortei-lhe a garganta
para que a sua voz tentadora
não enfeitice mais ilusões

ainda a confundo nas sombras
abano a solidão para ter a certeza
que afastei todo o sofrimento
já não está quem não chega

a chuva de hoje lançou à sarjeta
esta falsa vida de querer ser
este inexplicável olhar de ver
almas e corpos em orgia



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