Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


25
Jan11

teu corpo eu jamais o tive

por Jorge Oliveira



























por onde passam os meus sonhos
porque não te encontro por ai
se é tão breve esta vida?

que faz o teu corpo agora
quando venero tua alma?
sim, eu já vi o teu corpo
mas eu ainda nunca o senti

qual alma perdida
que prazer
que loucura
que orgasmo…

e eu já vi o teu corpo
ai como eu já o vi!...

vem, afasta-te de mim…
não me faças viver assim
corpo de mulher
pura vida em desejo

e eu já vi o teu corpo
e como só eu sei que o vi!...

não te escondas por ai
diz-me antes que existes
e que nada sabes de mim

mesmo que sempre
eu esteja a pensar em ti

ou será que penso
no corpo que vi
e que por ele eu morri
por saber que esse teu corpo

eu jamais o tive?

Autoria e outros dados (tags, etc)

25
Jan11

não posso deixar de te sentir

por Jorge Oliveira





















não posso deixar de te sentir

os teus olhos nos meus
este seguir dos nossos antepassados
roja-me o corpo a um remendo
de uma madrugada com excesso de ti
que já foi vivida no tempo

e não se apaga o momento
a estranha sensação de te ter
sem te chamar só recordar-te
num sonho adormecido por ai

e faltou-me tanto as palavras
ficou apenas este corpo mudo
a sentir o interdito
a beber o sulco das tuas formas
num suspenso silêncio
onde me deliciei desde o começo

não posso deixar de te sentir

Autoria e outros dados (tags, etc)

20
Jan11

ama-me uma e outra vez mais

por Jorge Oliveira


























sinto no meu corpo o frio da noite
tanto é este frio que sinto
que sou tentado pelo pecado mortal

este desejo ardente de querer
a chama incandescente da tua carne
e sinto-te nos mais impuros desejos
na minha cama… a paixão avança

corpos nus se misturam
o brilho do suor reluz na pele
o teu sangue quente… a tua respiração
o colar da minha boca em teus lábios
e roubo-te os sentimentos violo-te a alma
rasgando-te a pele com a forma fiel
do voltar de uma outra nova madrugada

e perco-me nesse emaranhado
de zonas e pontos geográficos
esboçados sobre o mapa inexplorado
pelos meus dedos
agora a percorrer os caminhos
das carícias eróticas
os montes de teus seios
os vales de tua vulva e nádegas
os rios dos líquidos do teu prazer

neste inquietante dia gelado
onde o sol se esconde escaldante
atrás dos gemidos que se ouvem
que pouco a pouco em gritos se transformam

e perco-me… descontrolo-me…
até que estala o clímax
uma onda de erupção de géiser

tomas-me disperso nesta paisagem
onde as imagens são de desejo
exploradas milímetro a milímetro
nesta paixão sem destino… és tu

ama-me uma e outra vez mais

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.