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17
Dez09

Adagio e Allegretto

por Jorge Oliveira


























pára essa nota da viola

acaba com o som do romance
de Andrés Segovia
atira fora, num só lance
o vermelho desse véu com vida
que fere os meus sentidos
em todos os tons da melodia

e reflectem nos meus tecidos
a essência pura do teu corpo
em perfume que faz louco
este compasso composto

e para ti é tão pouco
o pouco que basta para ter
apenas o som de um acorde
sobindo em tempo para ritmo ser…

tom e silêncio iguais num tempo
energético, brilhante, ardente e meigo
em andamento Adagio e Allegretto
pára essa nota de viola
(meu corpo assim a ti se cola)

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17
Dez09

este sentir

por Jorge Oliveira


























soubesse eu de ti
do vermelho vivo dos teus lábios
pudesse eu olhar o teu corpo
vestido de seda transparente
contornando todas as formas
nuas da tua carne
conseguisse eu despir-te
com os meus sentidos
na penumbra das emoções
a ser passagem na distancia
que excede estas condições
além dos desejos imaginados

este sentir pode ser o avesso
do regredir no mundo das ilusões

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12
Dez09

adormeço o silêncio

por Jorge Oliveira
























adormeço o silêncio
para acordar em outro tempo

levo comigo este sentimento
que não consigo entender

talvez na ausência nasça o pensamento
capaz de explicar este momento



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11
Dez09

talvez não seja quem sou

por Jorge Oliveira
























talvez não seja
quem sou
quando contigo estou
talvez seja mera ilusão
de um desejo
que tu e eu não
podemos dizer não
não ao peso do sonho
de irreais momentos

talvez não seja de ninguém
a chegada destes tempos
esta distância da espera
talvez nos encontramos tarde
ou quem sabe cedo de mais
as horas não chegam
mas os dias acabam

chora os sentidos
aqueles que eu sinto
os que foram por nós vividos

a vida saiu de novo cá para fora
neste mundo de onde tu e eu vim
densa verdade em ti e em mim



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07
Dez09

natal sem destino

por Jorge Oliveira




















desperto em mim
esta sensação
de andar por ai
no meio da multidão

entrego o meu corpo
aos empurrões
de um e de outro
em breves distracções

sinto as luzes lá fora
lembro-me que é natal
é assim que se vive agora
este tempo tão mal

lojas enchem-se de gentes
para comprar contradições
felizes presentes incoerentes
com os seus tristes corações

e eu por aqui caminho
sem nunca conseguir
(bem tento, mas não adivinho)
o que está esta gente a seguir

neste tempo sem destino
o meu coração não aparece
dou um sorriso ao um menino
e a minha alma aquece…



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06
Dez09

palavra roubada

por Jorge Oliveira






















encontrei uma palavra
e vendia
mas essa palavra não era minha
foi roubada

de novo veio outra palavra
hesitei!...

será que sou poeta?
ou vendedor de palavras
roubadas?



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05
Dez09

esquecimento

por Jorge Oliveira

























após este silêncio
absoluto
bastaria uma palavra
a definir este momento

esquecimento

quero esquecer
esta tristeza
este sofrimento

esquecer quem sou
mais do que tudo
esquecer quem és

essa tua tristeza
esse teu sofrimento

anda, vem comigo
eu levo-te
para o mundo do

esquecimento



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