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30
Nov09

tanto engano

por Jorge Oliveira
id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410015750307434626" />tanto me engano
naquilo que oiço
tudo o que dizem
o que amam e falam

tanto me engano
naquilo que vejo
tudo o que sinto
o longe e o perto

tanto engano de tanto
é este meu desencanto

a ouvir
a ver
eu só quero esquecer
é todo o tanto
que não me engano

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29
Nov09

não sei se é mulher ou poema

por Jorge Oliveira


















sinto um novo corpo
não sei se é mulher ou poema
semente plantada no meu sangue
renasce num vento quente do meu rosto
no suor do sol que a língua lambe

será um corpo certamente
um poema de palavras virgens
mulher ou poema presídio ardente
que retoma todas as vidas às origens

porque a mulher e o poema são ainda
corpos e versos para descobrir



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25
Nov09

deixa-me olhar esses teus olhos

por Jorge Oliveira

















recusa-me o teu corpo
rejeita o meu desejo por ti
nega o prazer de te ter

não me concedas tudo isto
e muito mais ainda

mas nunca me tires o momento
em que me deixas olhar
o fitar dos teus olhos
por breves instantes

teus olhos me dizem tanto

tão imenso este sentimento
olhar intenso
mais do que azul do horizonte
que contemplo na praia
em tarde de verão
o imenso mar e excessivo céu
que não consigo decifrar

deixa-me olhar esses olhos teus
e fazer um céu e um mar com os meus






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19
Nov09

faz de mim um homem louco

por Jorge Oliveira



















dá-me o teu corpo
entregue aos sentidos
deixa-me ser um leve sopro
nos teus seios pervertidos
um amante descontrolado
em anseio no prazer unido

dá-mo assim calado
aconchega essa nudez
ao elucido gemido
da minha insana insensatez

ternura faminta indiferente
à alma vertida em pudor
que se despe indecentemente
aos sinais lúbricos do calor

como é carente
este sentimento insaciável
intensos segredos da mente
de extrema violência incansável
grito e outro grito vibrante
tomam o teu corpo violável
é neste instante inconstante
em que eu peço o teu corpo

só por pouco, muito pouco,
faz de mim um homem louco



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18
Nov09

demasiadas palavras

por Jorge Oliveira





















demasiadas palavras
surgem no poema
demasiado sentimento
que incinera a alma

tão demasiado este livro
ainda não começado
folhas e folhas de palavras
já lidas e ainda não escritas

é demais esta voz que fala
que extrai todos os sentidos
e se arrasta nos olhos cansados
da leitura inexplorada do nada

feroz é o fogo, o sangue que corre
nas linhas do papel branco
esperando um sinal da vida
ou um pronuncio da morte…

… é tão simples este viver
e são tão demasiadas as palavras
será que o silêncio vem ao morrer?

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17
Nov09

dentro de casa

por Jorge Oliveira
























chego à noite
e tropeço nos corpos da rua
peço licença para entrar em casa
tento esquecer o que me lembro
e lembrar do que não sei

abro a porta e existe o momento
que expulsa a memória
dos braços no ar que não consegui
salvar no mar lavrado pelas palavras
deixados lá fora no inferno real

eu entro com a improvável certeza
do abandono dos fantasmas de dia
branca toalha que me limpa o corpo
para não me confundir com o de outro

reconheço pouco a pouco os meus dedos
os meus braços que se abrem como asas
na cor incerta do crepúsculo fosco da luz
como cinza que cai na falsa linguagem
pintada nas paredes das ruas de fora

A cal ferve agora dentro de casa
mesmo que não me reconheça
reprimo a imagem do meu reflexo
onde há-de guardar o não sei quê
de um corpo no exterior em falta

pouco importa o significado desta alma
letal lá fora com o som da palavra
mas viva em silêncio dentro de casa



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17
Nov09

vemo-nos de novo por ai

por Jorge Oliveira

























este silêncio inquieto
confundi-me o sonho
a vida pertence aos náufragos
da terra, perdidos no sono
no frágil azul do dia

basta-me este leve sentimento
dos meus místicos sentidos
qual insuportável peso
da perda de um amor ferido

foge pássaro mutilado
abana as asas e voa
abandona os meus dedos
não te despeças de mim

vemo-nos de novo por ai
em outro qualquer fim

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15
Nov09

roda da vida

por Jorge Oliveira
























é um corpo
a arder
em palavra
com ele
a morte de
risos e lágrimas
sentidos vividos
na incerta ilusão
na sombra da noite
à beira de ser dia

és tu que vens
e que vais
neste rodopiante
estontear
da roda da vida



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12
Nov09

entre palavras

por Jorge Oliveira

























desejo
ardente
pulsante
momento
breve
instante.
cupido
atinge
paixão.
eros
venera
corpo
rendido
cansado
faminto.
ávidas
mãos
tocam
seios.
corpo
escondido
entre
palavras



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11
Nov09

peco

por Jorge Oliveira

















peco por te olhar
peco sempre em cada dia

no pecado dos teus olhos
peco tanto por te desejar

mas tu pecas muito mais ainda
pecas por me provocar



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