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28
Nov08

…E TU PASSASTE

por Jorge Oliveira


















… E tu passaste
- um bom sonho que passa -
como ilusão doirada que esvoaça
bem dentro do peito,
onde não cabe um mar insatisfeito
de saudade do tempo que vivi
ao pé de ti.

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11
Nov08

ONDE ME ENCONTRO!

por Jorge Oliveira

















E o prazer a dor duma agonia...
A desfiar as horas do meu dia,
Como se o Paraíso fosse o Inferno,
E o prazer a dor duma agonia…

Deixo viver a vida que está morta,
Na transfusão do ser que não é nada,
Que eu vivo numa casa sem porta,
Caminho num deserto, sem morada...

E julgo que sou eu... E eu... pessoa
Que pensa ama e crê... sem caminhar
Na senda certa em que vive à toa...

O som e a sombra são o jovem e o velho,
Que se vestem de branco e de vermelho,
Onde me escondo para não me encontrar...

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05
Nov08

INTERROGAÇÃO DO DIA

por Jorge Oliveira
























Distante de tudo
Sinto-me um simples pesquisador
de ódios seduzidos pelas distâncias
do homem neste pequeno espaço
onde todos temos que estar:
interrogo-me se já não esgotamos o amor.
O sentimento parece não ser capaz
de alegrar a almas dos poetas.
Nas veias deixou de correr o sangue
quente que devia aquecer o coração
resfria a garganta tornando asparas as palavras
que trazem a morte ao ouvido.

Quem ainda sente nestes lados
apenas suspeita de uma outra vontade
iluminada pelos olhos da saudade
onde passeiam gaivotas à beira mar

Aqui partiu a luz do dia:
só a noite trouxe este poema
a recordar a memória de um amor
que eu pensei que existia.

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03
Nov08

ROSAS DO OUTONO

por Jorge Oliveira



















Invoco agora neste momento
o prazer rejeitado dos sentidos
vindos com as rosas do Outono,
onde ninguém ainda tocou
(amores virgens de outros tempos).
Cheios de néctar de nenúfares de amor
em breves possessões de desejo
que brotam o prazer em vícios
derramados nos cálices encobertos
nos Hipogeus dos egípcios!

…E são tão raros estes momentos
em que posso conhecer a suavidade
da nudez do corpo da mulher:
o vago sono das rosas do Outono

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