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31
Jul08

CÁLIDO VERÂO

por Jorge Oliveira

















Tarde quente.
- Desejo ardente.
Lábios vermelhos,
em beijos perdidos,
por entre as planícies.

Amor que se derrete
por entre o mel
escorrendo no teu ventre,
de morango encarnado,
no teu umbigo untado.

Volúpia latejante
em constante frenesim,
agora sim, vem até mim:
quero-te assim
mulher de mitos
fazendo ciúmes ao infinito.

Uivos do sol,
que chamam a noite,
a esconder teus seios,
- esperando as mãos
frescas de desejos.

Perfilam beijos
e sexo de amante,
nesta tarde quente
de cálido Verão.

© Jorge Oliveira
Publicado no R.Letras em 02/07/2008
Código de texto: T1061452
CÁLIDO VERÂO

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30
Jul08

OLHAR SEM ENGANO

por Jorge Oliveira


















Um dia o meu olhar
pousou nos teus olhos.
Ali ficou demoradamente,
como uma ave leve e suave
que distante voou,
ferida pelo pleno azul
do indefinido céu transparente.
Um ou outro traço ficou
em forma de vaga imagem
desenhada pelo teu olhar.
O meu sentir foi tanto,
perante tal encanto,
que esqueci a palavra engano.

© Jorge Oliveira
Publicado no R.Letras em 02/07/2008
Código de texto: T1061443
OLHAR SEM ENGANO

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28
Jul08

TRIO DE PALAVRAS

por Jorge Oliveira

















Adormeci num trio de palavras,
que queria escrever,
e agora, o que vou dizer?
Talvez pensasse que o sonho,
num frémito despertar,
me trouxesse a mística
das três palavras que perdi.
Como é fértil a inspiração,
naquele estado paradoxal,
dedilhada por palavras
em imagens de magia.
Entre luz e sombras claras,
esboroaram-se no escuro fundo,
entrando para um outro mundo.
Senti que formaram o caos,
assim como faziam a harmonia
(será a Santíssima Trindade?).
Serão três palavras em gritos altos,
ou puros silêncios da vida?
Nunca o chegarei a saber.
Mesmo que um dia me surjam,
vou de novo volta-las a perder,
e assim, onde começa
e acaba a minha poesia?

© Jorge Oliveira
Publicado no R. Letras em 25/09/2008
Código de texto: T1050469
TRIO DE PALAVRAS

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27
Jul08

A SÓS

por Jorge Oliveira
 
Como me sinto bem
neste momento, sem receio.
Aqui neste instante, a sós,
abandono todo meu anseio.
Posso, em tom alto de voz,
quebrar o meu silêncio,
sem que alguém ouça as palavras
de todas as minhas mágoas.
Não endoideço - nem me padeço.
As incertezas são certezas.
Tudo posso esquecer,
já que tudo o que é tem que ser,
entre os gritos deste lugar
(onde ninguém pode responder).
Deixo as palavras no ar
entoando uma canção
ao som das sinfonias de Bach,
em acordes fugidos do coração,
a vibrarem na direcção
de um mundo sem destino.
Não sei onde é - nem o conheço.
Que importa, seja a onde for.
Hoje sou tal como sou
- não chamem por mim
(eu daqui não vou),
aqui vim, aqui fiquei e estou.

© Jorge Oliveira
Publicado no R.Letras em 23/06/2008
Código de texto: T1048076
A SÓS

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