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30
Mar08

LINDO SONHO DE CRIANÇA

por Jorge Oliveira

















Não te esqueças de mim.
Eu sempre estive contigo
Nos teus sonhos em criança
Percorri contigo universos,
Montados em cavalos alados
Que nos levaram através das nuvens
Pelo infinito caminho das estrelas.
Lembraste? Até fizemos sorrir as luas!
Fomos corpo sem corpo entre os anjos
Face sem face penetrando almas.
E agora aqui me tens
Vindo do passado
De uma inocência perdida.
Quem és tu desse lado?
Não interessa a ninguém,
Ninguém que seja alguém...
Não és o princípio nem o fim.
Apenas te suplico ardentemente
Que te recordes do momento,
Em que nos teus olhos encontrei
A profundeza dum oceano,
Nunca antes desbravado.
Deixaste-me fitá-los
Sem que houvesse neles
Qualquer sombra de dúvida
Mas, só e apenas a magia,
De castelos de bruma passada
Num oceano nunca antes desbravado.
Quem és afinal?
Diria antes em sobressaltos
Di-lo-ia agora baixinho
...E no entanto és só e afinal
A fantasia de um dia
...Um lindo sonho de criança...



© Jorge Oliveira

Publicado no R.Letras em 07/04/2008
Código do texto: T934774

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28
Mar08

ILUSÃO DO SENTIDO

por Jorge Oliveira
















Tu tens morada segura no verde bosque.
Chão imenso da planície até aos montes.
Onde correm rios entre vales e fontes,
Em silêncio inocente de um leve toque.

Minha alma de carne indefesa te persegue,
Em indolente murmúrio de asas de pureza.
Fraco, procuro-te em caminhos da incerteza,
Entre pétreos retiros do teu fiel albergue.

Ó cruel destino, que emerge e se ergue!
Fel que em doce desejo febril se converte,
Por quem, meu procurar, desespero verte.

Na luxúria da ilusão do sentido que te segue
Ando perdido num ardente desejo erradio
Não te vejo…! neste bosque sinto-me vadio.

© Jorge Oliveira

Publicado no R.Letras em 07/04/2008
Código do texto: T934790

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27
Mar08

HARMONIA DELIRANTE

por Jorge Oliveira



















Peço-te, leva-me junto a ti muito devagarinho!
Vem contar-me os teus segredos bem guardados
No tempo, antes dos tempos, em baús doirados
Escondidos numa magnólia, dentro de um ninho

Protegido por luas lapidadas em vértices estrelados
E pelo frémito de estrelas aladas num céu adjacente
Ofertas de sombras de florestas de sois perfumados
Trazidos pelo arrulho das aves vindas do poente

Peço-te, pelo brilho de meus olhos que aquece!
Fica comigo para sempre, não vás, permanece!
Imploro-te, não tornes este momento dolente!

Peço-te, leva-me aos meus sonhos de criança
Traz-me de volta o enlevo daquela segurança
Recordações da infância de harmonia delirante…


© Jorge Oliveira

Publicado no R.Letras em 07/04/2008
Código do texto: T934794

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26
Mar08

SONHO DE TARDE

por Jorge Oliveira
















 
Neste eterno suave entardecer,
respiro o luar vindo do mar
que meu ser reanima e faz viver,
com um breve suspiro de ar.

Amor! Eu te estou a perder,
sucumbo à paixão deste dia,
em troca do desejo de te quer,
nesta tarde única de magia:
teimando ser qualquer fantasia.

O ar que respiro já é pouco,
pressinto que vou enlouquecer.
Mas que importa se fico louco,
por ouvir o chegar do anoitecer,
no fôlego que ainda resiste,
de quem já não está só nem triste,
salvo pelo olhar que o está a ver.

Chamei por ti, não sei se ouviste!
este débil sopro foi pura realidade,
neste sonho de tarde de saudade.


© Jorge Oliveira

Publicado no R.Letras em 08/04/2008
Código do texto: T936433

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25
Mar08

UM OUTRO CAMINHO

por Jorge Oliveira
















Num caminho por entre a noite fria,
vi uma árvore carregada de flor,
que tentava crescer na erosão do ar,
mas com peso excessivo, de tantos gomos,
demasiado para os ramos da minha alma.
Um sentimento da fímbria onda branca,
meditando na noite que devora as páginas do mar,
sob o oceano de conchas a formar orquestra
das novas melodias de Chopin (eu as ouvi)…
Gotas borbulhantes bailando na água
que apanhei como bailarinas dançantes,
num ballet fechado em minhas mãos.
Toda a forma real e irreal incontida,
entre águas do céu feitas de vidro
é o mundo que vejo e nunca vi antes.
Um desejo que respiro mas que não escolhi.
Pedi a Isthar para procurar por mim o céu,
que traça as prosas e versos entre um mar de rosas,
que crescem em águas azuis, por entre espinhos.
Definindo e traçando um outro caminho
Até às nuvens que já suspiram a canção de “benvindo”.

© Jorge Oliveira

Publicado no R.Letras em 08/04/2008
Código do texto: T936446


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24
Mar08

O TESOURO

por Jorge Oliveira



















Nesta noite fria mergulhei
Nas profundas águas de cristal
E desapareci no fundo do mar
Num afago de brisa transparente
Fui levado por mares e correntes
Até ao reflexo do um rosto perdido
(o mais belo de todos os encantos)
Explorei por cada canto o náufrago navio
Feito dos ramos de amendoeiras em flor
(Das mão de um pirata mouro
Que um dia se enamorou por uma princesa de neve)
Levado pelos peixes com asas de borboleta,
Encontrei um espelho de diamantes negros
Ornado de algas verdes e medusas brancas.
E… fez-se silêncio… caiu a respiração… o coração parou…!
Fui assaltado pelo azul do mar, quando enlevado fiquei,
Paralisado no reflexo de dois olhos,
Ora grandes, ora pequenos!
Mudavam em instantes: verdes, castanhos, azuis, negros…!
A rir ou a chorar eles estavam sempre a brilhar.
Eram jóias do tesouro já há muito perdido
Mistérios e segredos escondidos no evo
Resguardados pelas imensa luas, sóis e estrelas,
Adormecidos em cada noite pelo canto das sereias.
Noite após noite, dia após dia, tempestades e bonanças,
Deuses nos mares séculos andaram embarcados
Num desespero demente e inquieto para o descobrir
Rendidos à fatiga, desistiram de o procurar
E, porquê eu? Porque tive eu de o encontrar?
Eu que sou um simples pescador neste mar!
Encontrei no oceano duas gotas de água,
O tesouro onde tudo acaba e o amor se forma,
Escrito na areia branca em pétalas de rosa.

© Jorge Oliveira


Publicado no R.Letras em 08/04/2008
Código do texto: T936449
O TESOURO

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21
Mar08

VIDA & PILATOS

por Jorge Oliveira
Confessei
à vida,
neste sagrado dia,
as vezes que
a vida
me enganou.
Pedi-lhe
que devolvesse
a vida que
ela me tramou.
Mas, nada
convencida,
a vida não pagou
o tudo
que me roubou.
A vida,
como Pilatos,
as mãos lavou,
e com argumento
julgou:
- A vida
que deixei vivida,
jamais
alguém enganou.
A todos dei
a vida certa.
Cada um,
a sua lei,
livremente,
escolheu
e consigo a levou.
Foi condenado
à morte
tudo o que deixei
de viver.
À vida,

pedi-lhe perdão,
perante os factos,
obteve a razão,
mas Pilatos, não teve,
NÃO.

© Jorge Oliveira

Publicado no R. Letras em 11/04/2008
Código do texto: T941478

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20
Mar08

BREVE DESEJO

por Jorge Oliveira
Num desejo apressado,
pelas horas do tempo que se faz tarde.
Tive um breve desejo de aqui voltar,
era aqui que queria permanecer.
Onde modesto, grandioso sou.
Neste lugar os meus sentidos tudo conhecem,
mas sempre reinicio o meu saber.


© Jorge Oliveira

Publicado no R. Letras em 09/04/2008
Código do texto: T937941

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20
Mar08

AS HORAS DO TEMPO

por Jorge Oliveira















(Relógio: Salvador Dali)

As horas do tempo do meu sentir
Correm no meu velho relógio de parede
Levando consigo parte da minha vida
O tempo ficou sem tempo
E deu lugar ao silêncio
Que nas folhas das arvores escreveu
A vida que me aconteceu…
Hoje o tempo trouxe o vento,
E voando deixei a minha vida…

© Jorge Oliveira


Publicado no R. Letras em 09/04/2008
Código do texto: T937945

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19
Mar08

DIA DO PAI

por Jorge Oliveira















Não há luz que chegue para iluminar a alegria de ser pai.

© Jorge Oliveira

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